Quem sou eu?
Já fui luz. Já fui som. Já fui sorriso fácil e música alta.
Hoje... sou silêncio. Sou sombra daquela que dançava sem motivo e cantava até
desafinar.
A vida me calou de formas que ainda estou aprendendo a nomear.
Perdi minha mãe — e com
ela, um pedaço de mim que nunca mais voltou.
Desde então, vivo em busca de recomeços.
Alguns dias, respirar já é um ato de coragem. Outros, levantar da cama parece
revolução.
Mas eu continuo.
Pequenos passos todos os dias.
Mesmo quando o mundo desaba, eu tenho duas âncoras: Deus, que me sustenta em
silêncio, e meu esposo — minha rocha, firme mesmo quando tudo em mim é caos.
Criei o Fragmentos de Mim como um grito.
Um lugar onde posso sangrar em palavras, onde as dores ganham forma, e o que
não consigo dizer em voz alta vira texto.
Escrevo para mim mesma, como cartas que eu precisava ler.
Mas se você chegou aqui, talvez essa carta seja sua também.
Se você se sente perdida,
quebrada ou cansada demais…
Fica.
Leia.
Desabafe.
Aqui, você não está
sozinha.
Aqui, até os gritos em silêncio têm eco.
Quando a dor silencia a alma, escrever é um sussurro de sobrevivência.
Cont;nue.
— Thamy 🩶
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